Tudo é vaidade

Buscai as coisas lá do alto

Tudo é vaidade

Todos os dias uma geração vai sendo formada enquanto outra se vai pouco a pouco. Mas como dizia Salomão, não há nada novo debaixo do céu. E não apenas nas coisas que são apreciáveis com os olhos naturais. De fato, não há nada novo debaixo do céu, nem dentro e nem fora do ser humano. Mudam-se os cenários, adornados ao que chamamos de cultura, mas a essência é a mesma: o ser humano e seus desejos. Sejam eles palpáveis ou não. E as necessidades jamais mudariam o original, do qual nos distanciamos. O sistema humano é um, vindo de um único autor, e não se contradiz. E na medida em que dizem "evoluímos" observamos um claro retrocesso na maneira de viver. Onde nem mesmo sabores têm limites, mesmo que para ser diferente prejudique-se o corpo e seu sistema imutável. Sobre a forma de comunicar-se, dizem que também se derrubaram os obstáculos, tenha visto que até os idiomas não são mais uma tão grande barreira desde Babel, quando o Criador dizia entristecido "não há mais limites para eles". E contornam fronteiras por redes invisíveis para tentar chegar ao que já está em sua frente clamando atenção, só para dizer um "hello world".


Mas ao contrário do que a vaidade humana afirmava em seu interior, tais limites não eram uma prisão, senão uma proteção de si mesmos. E que uma vez rompido este cuidado seríamos então escravos de nossas próprias vontades, produções e desejos desgovernados, como também daqueles a quem chamamos "meu próximo". Vilipendiando sem medida a criação, apenas para dela extrair recursos que nos fariam acumular além do que precisamos, só para se destacar uns dos outros e poder colocar o outro a serviço dos meus desejos incontroláveis e insaciáveis. E todo este inovar do qual cita uma geração de olhar escurecido e pensamentos vãos, não é senão, apenas mais uma maneira de manter acesa a chama das vaidades humanas, como concluiu Salomão dizendo acerca de tudo o que é feito debaixo do sol: "tudo é vaidade". 


Enquanto busca o mundo encontrar os reais valores da vida, vai perdendo o rumo, dia após dia, porquanto busca em si mesmo as respostas, e à sua própria maneira tenta os despertar. Quando até a natureza fala em sua própria língua, pela maioria incompreendida, que de tudo três coisas nos restam, mas que a maior delas é o Amor. Amor que se manifestou como um de nós, para buscar o que havia se perdido, que ainda hoje, não tem dado ouvidos, mas que aos olhos divino tem grande valor: você e eu. E pela sua Palavra tudo veio a existir e por ela podemos medir esta linha a que não temos como fugir, chamada tempo, que os valores desta geração não se traduzem mais em nada concreto, mas deixou de ser denso para ser assim como criaram e alimentam: simplesmente virtual. Mas de toda esta confusa maneira de viver nada mudará o que é eterno. O que permanece é o que não se vê, com estes olhos de vaidade. Enquanto isso tudo vai passando diante de nós, até chegar a nossa vez, de também passar.

"Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade."

Eclesiastes 12:8