Atitudes louváveis?

O Senhor tem alegria naquele que ama. Só precisamos ter um cuidado em relação ao que pensamos sobre nós mesmos no dispensar desse amor.

Atitudes louváveis?
O Senhor tem alegria naquele que ama. Só precisamos ter um cuidado em relação ao que pensamos sobre  nós mesmos no dispensar desse amor. Isto é muito sério e importante dizer, porque o próprio Senhor nos chamou a atenção para isto:
"E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa?
E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu?
Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não.
Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer."
Lucas 17:7-10
Esta é uma parábola pouco observada, mas que nos mostra como devemos entender e nos portar em relação ao exercício do Evangelho em nós. Já ouvi muitos dizerem assim: "não tire os olhos da benção", ou "corremos pelo prêmio de reinar com Cristo", mas o prêmio a que se refere o Apóstolo Paulo refere-se ao que decorre da vocação de Deus em Cristo, e este mistério somos nós, sua Igreja. Refere-se à nossa vocação de nos tornarmos como o próprio Senhor em vida e natureza, o que significa dizer que aquilo que fazemos, o fazemos por consequência de quem nos tornamos, não por um prêmio meritório. Se a chamada baixa autoestima é prejudicial pois distorce a imagem e valor de um ser humano, o pensar além do que convém também o é. Tornar-se como Deus não significa tornar-se Deus, ainda que Ele mesmo se esvaziou de sua glória a fim de nos resgatar dos laços da morte. Mas o que buscamos é esta natureza divina ou uma elevada posição entre nossos irmãos? Lembre-se que tal orgulho e soberba precedeu a queda de satanás. A deidade é um atributo incomunicável de Deus.
"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" - Filipenses 3:14
Igualmente Paulo se considerava um devedor do amor de Deus, tenha visto que não foi produzido por si mesmo, e sendo ele dependente deste mesmo amor, foi por Ele alcançado:
"Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes." Romanos 1:14
"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Romanos 13:8
O amor coopera com a fé e a esperança, sendo ele a base de toda edificação em Deus. A fé nos torna firmes, o que muitas vezes é confundido com uma fragilidade, pelos olhares de quem ainda não provou dessa fé sem medida. Porque não confiamos em nós mesmos, mas nAquele que disse: "O justo viverá pela fé". E quem são os justos, senão aqueles que foram justificados por Cristo? 
"Porque nele (Paulo aqui se refere ao evangelho de Cristo) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé." Romanos 1:17
Diz Paulo Citando Habacuque 2:4, onde o Senhor diz ao profeta para selar a visão e escrevâ-la em tábuas para que aquele que passa correndo pudesse ler. Diz:
"Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá." Habacuque 2:4
Este versículo tem grande revelação para o nosso tempo, mas vou me ater ao foco dessa mensagem, que é sobre o nosso trabalho para com Deus. E sobre isto, citei a parábola de Lucas 17, e deixarei o comentário de Joseph Benson, um ministro do evangelho, do século 16, acerca desta mesma parábola:
Lucas 17: 7-10 . "E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu?" (Enquanto você se esforça para viver no exercício dessa nobre graça da fé, e em uma série de serviços como os frutos adequados dela, tenha cuidado, no meio de tudo, para manter a mais profunda humildade, como na presença de Deus, seu mestre celestial, sobre quem, como vocês são seus servos, você não pode ter direito a mérito.) "Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não". (para fazer com que seus discípulos sentissem que, depois de terem feito o máximo para cumprir todo o dever que lhes era dever de servos de Deus, enviados a buscar e salvar almas perdidas, eles não mereciam nada; ele ordenou que considerassem de que maneira eles recebiam os serviços de seus próprios dependentes. Eles se consideravam sem obrigação de um servo por cumprir o dever que sua posição o obrigava a cumprir. Da mesma maneira, ele, seu mestre, não se considerava devedor deles por seus serviços. E, portanto, em vez de se valorizar pelo que haviam feito e esperar grandes recompensas por isso, tornaram-se eles, depois de executarem tudo o que lhes foi ordenado, pensar e dizer que não haviam feito nada além de seu dever). "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." (porque um homem não pode lucrar com Deus. Feliz é quem se julga um servo inútil; miserável é aquele a quem Deus declara tal. Mas, embora não sejamos rentáveis para ele, nosso serviço a ele não é inútil para nós. Pois ele tem o prazer de dar, por sua graça, um valor às nossas boas obras, as quais, em conseqüência de sua promessa, nos conferem uma recompensa eterna).